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Capítulo 13 de 16

1“Assuero, o grande rei, a seus vassalos, os sátrapas e os governadores das cento e vinte e sete províncias, da Índia até a Etiópia, manda o que se segue:

2Embora eu seja o chefe de numerosas nações e tenha submetido o mundo inteiro, não quero de modo algum abusar da grandeza de meu poder. Quero, por um governo de clemência e de doçura, oferecer a meus súditos uma existência de tran­quilidade perpétua; e, procurando para meu reino, até seus confins, a calma e a segurança, garantir a paz, objeto de desejo universal.

3Tenho, pois, perguntado a meus conselheiros como isso se podia realizar e um deles, chamado Amã, superior a todos por sua sabedoria e fidelidade, que ocupa o primeiro lugar depois do rei,

4me fez conhecer que há um povo mal-intencio­nado, disperso entre os outros povos do mundo, de costumes contrários aos dos outros, que despreza constantemente as ordens dos reis, a ponto de ameaçar a concórdia que reina em nosso império.

5Tendo, portanto, sabido que essa única nação em oposição perpétua com o restante do gênero humano, destruindo os costumes por leis estranhas, malévola para com tudo o que nos diz respeito, comete as piores desordens e compromete assim a ordem pública do reino;

6por essas razões, ordenamos que todos aqueles que vos são indicados pela carta de Amã (o homem que está à frente de nossos interesses e que nos é um segundo pai), sejam todos radicalmente exterminados, mesmo mulheres e crianças, pela espada de seus inimigos, sem nenhuma compaixão, nem clemência, no dia catorze do duodécimo mês, chamado de Adar, do presente ano.

7Desse modo esse povo, nosso inimigo de outrora e de agora, lançado violentamente, num mesmo dia, na região dos mortos, deixará para o futuro prosperarem em paz nossos negócios.” O que segue encontrei (no texto grego) depois da passagem em que se lê: “Mardo­queu se retirou e fez o que Ester pedia” e não existe no texto hebraico nem em tradutor algum:

8Então, Mardoqueu orou ao Senhor, recordando tudo o que tinha feito:

9“Senhor – disse –, Senhor, Rei Todo-Poderoso, tudo está realmente no vosso poder e ninguém pode resistir à vossa vontade, se tendes resolvido salvar Israel.

10Fizestes o céu e a terra e todas as maravilhas que estão sob a abóbada celeste.

11Sois o Senhor universal e ninguém poderia opor-se a vós, Senhor.

12Conheceis tudo e sabeis que não foi nem por espírito de soberba, nem por presunção, nem por vanglória que recusei prostrar-me diante do orgulhoso Amã.

13Voluntariamente para salvar Israel eu beijaria os vestígios de seus pés.

14Mas procedi assim por temor de colocar a honra de um homem acima da glória de Deus; não adorarei jamais a ninguém senão vós. E, contudo, não farei isso por orgulho.

15E agora, Senhor, que sois meu Deus e meu Rei, Deus de Abraão, poupai vosso povo, pois nossos inimigos nos querem arruinar e destruir vossa antiga herança.

16Não desprezeis a vossa porção, que vós resgatastes do Egito!

17Ouvi minha oração! Sede propício para com a partilha de vossa herança e mudai em gozo nossa dor, a fim de vivermos para celebrar vosso nome, Senhor, e não fecheis a boca daqueles que vos louvam, ó Senhor!”.

18Todo o Israel clamava também ao Senhor, com todas as forças, porque tinham a morte diante dos olhos.