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Capítulo 18 de 28

1Neste momento, os discípulos aproxima­ram-se de Jesus e perguntaram-lhe: “Quem é o maior no Reino dos Céus?”.

2Jesus chamou uma criancinha, colocou-a no meio deles e disse:

3“Em verdade vos declaro: se não vos transformardes e vos tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino dos Céus.*

4Aquele que se fizer humilde como esta criança será maior no Reino dos Céus.

5E o que recebe em meu nome a um menino como este, é a mim que recebe.

6Mas, se alguém fizer cair em pecado um destes pequenos que creem em mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço a mó de um moinho e o lançassem no fundo do mar.

7Ai do mundo por causa dos escândalos! Eles são inevitáveis, mas ai do homem que os causa!

8Por isso, se tua mão ou teu pé te fazem cair em pecado, corta-os e lança-os longe de ti: é melhor para ti entrares na vida coxo ou manco que, tendo dois pés e duas mãos, seres lançado no fogo eterno.

9Se teu olho te leva ao pecado, arranca-o e lança-o longe de ti: é melhor para ti entrares na vida cego de um olho que seres jogado com teus dois olhos no fogo da geena.*

10Guardai-vos de menosprezar um só destes pequenos, porque eu vos digo que seus anjos no céu contemplam sem cessar a face de meu Pai que está nos céus.

11[Porque o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido.]*

12Que vos parece? Um homem possui cem ovelhas: uma delas se desgarra. Não deixa ele as noventa e nove na montanha, para ir buscar aquela que se desgarrou?

13E se a encontra, sente mais júbilo do que pelas noventa e nove que não se desgarraram.

14Assim é a vontade de vosso Pai celeste, que não se perca um só destes pequeninos”.

15“Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho teu irmão.

16Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas.

17Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano.

18Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligar­des sobre a terra será também desligado no céu.”

19“Digo-vos ainda isto: se dois de vós se unirem sobre a terra para pedir, seja o que for, o conseguirão de meu Pai que está nos céus.

20Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”

21Então, Pedro se aproximou dele e disse: “Senhor, quantas vezes devo per­doar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?”

22Respondeu Jesus: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”.*

23“Por isso, o Reino dos Céus é comparado a um rei que quis ajustar contas com seus servos.

24Quando começou a ajustá-las, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos.*

25Como ele não tinha com que pagar, seu senhor ordenou que fosse vendido, ele, sua mulher, seus filhos e todos os seus bens para pagar a dívida.

26Este servo, então, prostrou-se por terra diante dele e suplicava-lhe: ‘Dá-me um prazo e eu te pagarei tudo!’.

27Cheio de compaixão, o senhor o deixou ir embora e perdoou-lhe a dívida.

28Apenas saiu dali, encontrou um de seus companheiros de serviço que lhe devia cem denários. Agarrou-o na garganta e quase o estrangulou, dizendo: ‘Paga o que me deves!’

29O outro caiu-lhe aos pés e pediu-lhe: ‘Dá-me um prazo e eu te pagarei!’.

30Mas, sem nada querer ouvir, este homem o fez lançar na prisão, até que tivesse pago sua dívida.

31Vendo isso, os outros servos, profundamente tristes, vieram contar a seu senhor o que se tinha passado.

32Então, o senhor o chamou e lhe disse: ‘Servo mau, eu te perdoei toda a dívida porque me suplicaste.

33Não devias também tu compadecer-te de teu companheiro de serviço, como eu tive piedade de ti?’.

34E o senhor, encolerizado, entregou-o aos algozes, até que pagasse toda a sua dívida.

35Assim vos tratará meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão, de todo o seu coração.”